No final do século 19 São Paulo era uma cidade em crescimento, centenas de ex-escravos e migrantes sofridos vinham buscar com muito sacrifício, na terra dos bandeirantes, uma oportunidade. Na Itália o padre João Bosco, um homem santo, se preocupava com esses irmãos que sofriam e enviou uma missão para apoiá-los.

Esses missionários construíram sob a inspiração dele uma escola e o Santuário agregado à Basílica Vaticana.

Animados por essa orientação muitos paulistanos colaboraram e a igreja foi inaugurada a 24 de junho de 1884; o altar-mor foi consagrado em 1895; e em 1914 foi elevada ao grau de santuário.

Em 1938 o papa canonizou São João Bosco, nessa ocasião se dedicou o primeiro altar da direita da igreja a ele e o Santuário recebeu relíquias do santo que tanto amou os brasileiros.

A Paróquia do Sagrado Coração de Jesus foi criada em 1940 e é dirigida pelos padres salesianos continuadores da missão de Dom Bosco.

O estilo da construção é romano basilical; os painéis e afrescos são de autoria de Pedro Gentili e de uma grande pintora florentina, cujo nome é mantido em segredo, a pedido da mesma.

A nave central pode ser considerada uma jóia da arte sacra do Brasil e se constitui uma miniatura da nave da Basílica de Santa Maria Magiore (Roma). Quarenta lustres de cristal da Boemia ornamentam essa belíssima basílica.

Os altares laterais possuem imagens esculpidas em madeira e mármore de origem italiana, francesa e alemã.

A arquitetura do prédio e o altar-mor, em mármore Carrara, são obras do artista Domingos Del Piano, salesiano leigo consagrado.

É encimada pelo Cristo Redentor de sete metros de altura, que no princípio do século 20 era o ponto mais alto da cidade.